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Tendências e insights da 3ª Edição do Logística do Futuro

Tendências e insights da 3ª Edição do Logística do Futuro

Clientes mais exigentes e conectados, dentro de um movimento de concorrentes crescendo em quantidade e em qualidade de serviços ofertados, considerando ainda um contexto mais amplo de demandas da sociedade civil por menores impactos sociais, mais inclusão e diversidade, trazem um pacote de desafios para construção do futuro da logística.

Passado um mês da 3ª edição do evento “Logística do Futuro”, uma co-idealização e correalização da SCAMBO e da MundoLogística, é possível ter um melhor entendimento dos 4 pilares fundamentais para garantirmos cadeias de abastecimento aderentes às demandas de clientes e consumidores, atendendo aos desejos dos cidadãos e também construindo diferencial frente a concorrentes.

Visão geral do auditório principal

Pilar 1: Pessoas

Já estamos vivendo escassez de mão-de-obra qualificada, risco de falta de motoristas no curto prazo, necessidade de requalificação de líderes para foco real na geração de valor para clientes e consumidores, além de desafios de gestão nos modelos online e híbrido e de times multigeracionais. Ao longo do evento, podemos destacar 2 caminhos para construção de times diversos, qualificados e de alta performance:

1 – Identificar, qualificar e reter bons talentos, em toda a pirâmide hierárquica da empresa, pensando em colaboradores, parceiros e terceiros, será crucial para manter vantagem competitiva e excelência operacional. As empresas precisam ser atrativas para diferentes perfis de talento e garantir planos de desenvolvimento e reconhecimento claros – apesar de salário ainda pesar muito na escolha, alinhamento com o propósito começa a ganhar mais e mais peso.

2 – Atualização é mandatória para líderes que estão há mais tempo no mercado, seja para conhecer novos modelos de abastecimento e novas tecnologias, seja para entender as novas demandas de consumo e de consumidores. Mais do que entregar “On time in full” (OTIF: pedido no prazo e completo), a logística precisa garantir uma ótima experiência de entrega e, a partir disso, aumentar fidelização dos clientes.

Pilar 2: Processos

É tão ampla a oferta de novos sistemas, novas soluções, novos equipamentos e novos modelos de abastecimento que as empresas estão deixando de capturar valor das inovações e melhorias implementadas. O foco está no “próximo passo”. Risco aqui é subutilização dos sistemas implementados, falta de estabilização dos novos modelos, perder oportunidade de retenção de clientes conquistados, aproveitar para ampliação de oferta de serviços para clientes atuais. Nos debates do evento, excelência operacional é condição de jogo – clientes não aceitam menos que isso e concorrentes buscam melhorias sempre. Processos devem estar robustos e amplamente conhecidos por todos, garantindo maximização de custo de servir vs. nível de serviço, rotina para que colaboradores atuem mais assertiva e rapidamente nas exceções, visibilidade das atividades e governança para evitar desvios, erros, fraudes.

Pilar 3: Colaboração

Ainda há um paradigma sobre colaboração nas cadeias de abastecimento, seja entre concorrentes ou players de diferentes mercados. Dúvidas em relação a segurança dos dados, nível de serviço compartilhado, rateio de ganhos e perdas e planos de ação coordenados para reação a exceções, entre outros. Os ganhos potenciais são enormes, tanto em termos de custo direto através da maximização dos recursos disponíveis (veículos, armazenagem, pessoas…), quanto em termos de redução de externalidades negativas como emissões e acidentes. Muitas sessões do evento trouxeram a importância de líderes buscarem colaboração com viés técnicos, em relações ganha-ganha com outros players, parceiros e fornecedores, como construção de circuitos logísticos, compras coletivas, e plataformas compartilhadas de autônomos. Podem contribuir para facilitar a construção de operações colaborativas ampliar networking (olhar outros mercados), conhecer novas tecnologias (há sistemas de otimização de malha de abastecimento que fazem estudos de potencial de circuitos) e ter visão ampla da cadeia (desde inbound de matéria-prima até entrega final de produto acabado).

Pilar 4: Tecnologia

O futuro da logística parece muito mais dependente de “pessoas + processos” do que simples implementação de novas soluções de tecnologia. O Brasil conseguiu captar muito investimento para aplicar nas chamadas LogTechs – empresas de tecnologia com oferta de produtos/serviços para logística – criando um ecossistema de soluções diverso e consistente. Mas, antes de adquirir/implementar um novo sistema ou solução, as empresas precisam entender bem suas dores, as demandas de seus clientes, os obstáculos de melhor equilíbrio de custo num cenário de nível de serviço cada vez maior. Os profissionais também precisam entender o que há disponível no mercado, criando processos mais inteligentes de busca e contratação de soluções que farão efetivamente diferença ao negócio.

Óculos inteligente para uso em armazéns, CDs e fábricas

O evento deste ano foi histórico e já estamos preparando a sua 4ª Edição para 2023! Preparem-se: vem aí mais inovação, mais experimentação, mais networking e mais conteúdo único e exclusivo!

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