Logística Colaborativa e Coopetition

05/06/2019 - SCAMBO

Por Eduardo Magalhães

Em janeiro de 2003 participei de um Workshop organizado pelo IBC denominado “Melhores Práticas e Estratégias para a Redução de Custos com a Logística Colaborativa”.

Desde aquela época já discutíamos as possíveis oportunidades para utilização eficiente da Logística Colaborativa, exemplos são os condomínios logísticos, que foram iniciativas que permitiram as empresas compartilharem centros de distribuição de uma forma inteligente e também os cross-dockings, outro bom exemplo de redução dos custos logísticos por melhor utilização do ativo.

Não são pequenas as dificuldade para viabilizar iniciativas de logística colaborativa: confiança entre as partes, segurança e confidencialidade de dados e informações trocadas, alinhamento de expectativa, modelo de compartilhamento de riscos e ganhos etc. Também não são pequenos os ganhos potenciais: redução de custos e de ativos, ganho de capacidade e capilaridade, aumento do expertise em operações, entre outros.

Neste contexto, há uma forma de atuação que vem ganhando espaço e atenção:  Coopetition, ou seja, a colaboração de empresas diretamente concorrentes visando repartir custos fixos.

Há alguns anos atrás, quando alugávamos um carro nos EUA, cada companhia tinha seu ônibus próprio e assim como seu local de retirada e devolução dos veículos. Atualmente, onde um tapete rolante não nos leva até o local de retirada do veículo, existe um ônibus que presta serviços para todas as locadoras.

O local de retirada do veículo é num prédio onde no primeiro andar estão os veículos da Hertz e da Avis. No segundo andar da Dollar e da General. E no terceiro andar mais duas ou três locadoras.

Pergunta: é no serviço de ônibus ou no local de retirada do veículo que faz com o cliente escolha a empresa A ou B? Ou é no atendimento, tempo para devolução do veículo, preço, promoções, serviços agregados etc?

Um exemplo mais antigo no Brasil, foi a criação do Banco 24 horas, onde podemos utilizar o mesmo caixa automático para realizar operações com diversos bancos concorrentes. Com isto, temos o rateio das despesas de segurança, manutenção, acesso e reposição de dinheiro. Não é na disponibilidade de caixas automáticas que o cliente faz sua opção e sim nos serviços. Como exemplo podemos citar, relacionamento e atendimento do gerente, taxas de utilização de serviços, dentre outros.

Mês passado tive uma surpresa muito agradável ao chegar no Aeroporto do Galeão e visualizar que o totem de check-in mostrava a possibilidade de utilizá-lo para a LATAM, para a GOL e para a AZUL. De novo, porque termos filas no totem de uma determinada empresa e totens disponíveis em outras?

Está mais do que na hora das empresas mudarem seus mind-sets e identificarem oportunidades de redução de custos e melhoria do nível de serviço através de colaboração logística, inclusive com empresas concorrentes.

Ainda temos muitas oportunidades pela frente. E na sua empresa?

Seguem alguns textos interessantes sobre o tema:

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