DHL Logistics Trends 2020: Principais tendências e o impacto da pandemia do COVID-19 em 2020

17/11/2020 - SCAMBO

Dada a atipicidade de 2020, era de se esperar que algumas tendências em logística surgissem ou fossem impulsionadas pelas necessidades geradas pela pandemia do COVID-19, e isso ficou evidente na quinta edição do “The Logistics Trend Radar, publicado recentemente pela DHL – DEUTSCHE POST DHL GROUP. Este radar apresenta as tendências em logística segundo três aspectos:

  • Relevância em relação ao tempo: curto prazo (até 5 anos) e médio prazo (entre 5 e 10 anos);
  • Nível de Impacto: baixo, médio ou alto;
  • Característica: associada à tecnologia ou aos modelos de negócios e tendências sociais.

Uma das tendências que surgiu no radar foi chamada de “repensar embalagens”, visto o enorme aumento de embalagens advindo do maior número de compras online. Em contrapartida, há a necessidade de ser cada vez mais sustentável, levando as empresas a repensarem as embalagens no sentido de minimizar os impactos destas embalagens a mais.

No Brasil, a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) divulgou um aumento considerável no descarte de materiais recicláveis desde abril (abril – 25%; maio – 28%; junho – 30%), que aparentemente irá se manter, pois o consumidor se adaptou bem ao modelo de compras online e, caso isso aconteça, será necessário que o governo invista no setor de reciclagem para que este consiga absorver este aumento da demanda (veja matéria do E-commerce Brasil aqui).

Além disso, um aspecto que já estava em voga e se torna ainda mais crucial é a necessidade de aumentar a resiliência das cadeias de suprimentos – tão complexas e globalizadas – frente aos fatos imprevisíveis, sejam ligados à desastres naturais ou outros eventos de força maior (desde tsunamis a guerras comerciais e até pandemias). Um exemplo claro disso foi a escassez de máscaras que a indústria farmacêutica sofreu no início da pandemia.

Neste sentido, o multisourcing – múltiplos ou vários fornecedores – que é uma das possíveis soluções também apareceu no Radar de Tendências Logísticas da DHL, sendo que algumas empresas têm até investido em programas para buscar esta diversificação de fornecedores, desde soluções para fulfillment até marketplaces digitais, não só reduzindo custos mas avançando no quesito responsabilidade social nas comunidades em que atuam.

Outra tendência que já vinha aumentando de importância, e foi mais acelerada devido a urgente digitalização das cadeias de suprimentos durante a pandemia, é a questão de segurança e privacidade associada às novas tecnologias que vêm surgindo, por isso chamada de Next-generation security”.

Adicionalmente, o report aponta que muito investimento tem sido feito para desenvolver novas tecnologias para logística; hoje mais de 3 mil start-ups estão desenvolvendo produtos, serviços ou modelos de negócio na área. Neste contexto, quatro áreas têm recebido mais aporte:

  1. Big Data e Advanced Analytics: o uso de dados permite extrair informações, monitorar e otimizar a operação de toda a cadeia e até prever cenários futuros.
  2. Inteligência Artificial (IA): em logística a IA têm sido aplicada principalmente na roteirização dinâmica, previsão de demanda e automação inteligente de processos físicos.
  3. Robótica e Automação:  ambas têm sido cada vez mais usada devido e as principais tendências para o futuro são o uso de veículos/equipamentos autônomos e sistemas de picking e manipulação mais flexíveis e automatizados.
  4. Internet of Things (IoT): dentro da logística, o IoT ajuda a trazer visibilidade total das cadeias de suprimentos, aumento da transparência e nível de serviço tanto para os consumidores quanto para os operadores.

Por fim, podemos dizer que o aumento do e-commerce – em torno de 20% ao ano globalmente – junto com a globalização ainda são os principais drivers das tendências em logística e foram claramente acelerados pela pandemia neste ano.

Aplicando essas tendências no nosso mundo que é a distribuição urbana, vemos alguns desafios e oportunidades:

  • O “repensar embalagens”, além do impacto ambiental positivo, pode ser um salto em termos de custo e precificação de frete no e-commerce. Uma pequena redução no volume de uma embalagem em grande escala pode gerar uma redução significativa em custos logísticos.
  • O multisourcing tende a aumentar a resiliência das cadeias e, na mesma proporção, a sua complexidade, dado o aumento do número de ‘nós’ e ‘arcos’ destas. Isso também se aplica no ecossistema da logística urbana, onde a ampla diversidade de soluções, provedores de serviços e start-ups favorecem esta tendência.
  • Massificação das quatro soluções mencionadas (Big Data e Advanced Analytics, Inteligência Artificial, Robótica e Automação e Internet of Things) pois, apesar de os conceitos não serem novos, a sua aplicação efetiva ainda é bastante pontual e limitada.

O ano de 2021 será bastante interessante, para dizer o mínimo, pois veremos como essas tendências impactarão na prática as operações logísticas.

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