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Da teoria à prática: Dark stores mudando as cadeias de abastecimento

Da teoria à prática: Dark stores mudando as cadeias de abastecimento

Na SCAMBO, tivemos nosso 1º projeto com foco em Real Estate Logistics em 2018, quando fizemos um estudo detalhado de viabilidade de uma operação de CD urbano multiserviço e multicliente, em São Paulo, operando 24h, com serviços de first e last mile (coleta e entrega), estoque, picking & packing, logística reversa e estações de coworking para parceiros de tecnologia.

Já naquele momento, ficou claro o desafio de conciliar diferentes operações ao longo do dia, garantindo sinergia para otimização dos recursos disponíveis: área, pessoas, equipamentos de movimentação, ocupação de veículos, docas. Ao mesmo tempo, tais sinergias viabilizam a oferta de serviços diferenciados a custos muito competitivos, quebrando a máxima da logística de que nível de serviço elevado leva a custos elevados. É, sim, possível entregar/coletar mais rápido e com qualidade com custos otimizados!

Nestes 3 anos, tivemos outros projetos nesta área, como estruturação de dark kitchen para rede de varejo alimentar, avaliação logística de imóveis para estruturação de operações urbanas de abastecimento (em São Paulo e no Sul) e avaliação de impactos no custo de servir, decorrentes da inclusão de novos pontos de transbordo na cadeia. O desafio da conciliação de operações e busca da solução ótima global continuou sempre presente.

Estamos agora estruturando uma dark store para uma multinacional do setor de alimentos, podendo mergulhar nos detalhes operacionais que fazem toda diferença para eficiência da operação, para otimização dos custos de servir e para garantia de entrega de qualidade (delivery experience), como:

  • Fluxo de pedidos
  • Fluxos internos
  • Movimentações inbound e outbound
  • Necessidade de estoque
  • Desenho das células de separação, otimizando produtividade do operador
  • Gestão de fila de pedidos de delivery (entrega imediata) e e-commerce (D+1)

O projeto para colocar de pé uma dark store é multidisciplinar, pois envolve TI (equipamentos e sistemas), facilities (obra), suprimentos (infra e móveis), comercial (previsão de pedidos), marketing (ações de trade, promoções, itens sazonais), RH (seleção, contratação e capacitação do time) e, claro, logística/operações (parceiros last mile, gestão de estoque, plano de abastecimento).

A dark store assume múltiplos papéis numa cadeia de varejo com lojas físicas, canal de e-commerce e delivery sob demanda dos produtos. Há ganho imediato na qualidade de atendimento ao retirar das lojas a operação de atendimento de pedidos de e-commerce e delivery, reduzindo custos operacionais, acelerando o ciclo de atendimento e garantindo às lojas o foco no atendimento do cliente. O estoque da dark store também pode funcionar como estoque-pulmão das lojas, reduzindo rupturas, minimizando riscos de perda por validade e gerenciando melhor estoques sazonais. Finalmente, novas ofertas de valor podem ser criadas para os clientes, com formação de kits e customização de embalagens, por exemplo, usando a eficiência logística da dark store a favor da experiência do cliente.

Este ‘aparelho logístico’ veio para ficar e o principal desafio é integrá-lo de forma otimizada à cadeia, gerando valor aos clientes atendidos, reduzindo custos e garantindo uma melhor delivery experience para os canais digitais.

 

Referências:

  1. Expansão Dark Kitchens RAPPI: https://exame.com/pop/dark-stores-o-segredo-da-rappi-para-fazer-entregas-em-10-minutos/
  2. DAKI: https://www.soudaki.com/
  3. O que são as Dark Stores?: https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-49156933
  4. Fenômeno durante a pandemia: https://6minutos.uol.com.br/negocios/fenomeno-da-pandemia-dark-store-e-mais-barata-do-que-loja-aberta-ao-publico/
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